05/09/2017 15h34 - Atualizado em 05/09/2017 15h34

Promoção de taxas de juros de crédito agrícola

A inflação baixa e da queda da taxa básica de juros começa a se refletir nas taxas de juros dos financiamentos agropecuários oferecidas pelos bancos.

Os bancos privados estão captando dinheiro via Letras de Crédito Agrícola e emprestando a produtores, cooperativas e agroindústrias a taxas de juros entre 7,5% a 8,0% ao ano, menores do que aquelas determinadas pelo governo no Plano Agrícola e Pecuário 2017/18.

A Caixa Econômica Federal entrou nesta competição e está oferecendo uma promoção de taxas de juros, válida apenas para este mês de setembro. Está emprestando recursos a taxas de até 6,75% ao ano, para aquelas linhas de crédito com encargos superiores, como o custeio agrícola com taxa determinada pelo governo de 8,5% ao ano, para os médios e grandes produtores.

Os bancos estão percebendo que com a queda da inflação e da SELIC, a principal remuneração virá dos juros sobre os empréstimos e das tarifas que cobram pelos serviços prestados.

SAIMOS DA RECESSÃO E ENTRAMOS EM ESTAGNAÇÃO ECONÔMICA

O PIB brasileiro cresceu 0,2% no segundo trimestre deste ano, na comparação com os três meses anteriores, e 0,3% na comparação com o mesmo período de 2016. Isto significa que, tecnicamente, a economia brasileira saiu do mais longo período de recessão da história recente.

No entanto, no primeiro semestre deste ano, comparado ao mesmo período de 2016, o crescimento do PIB foi nulo, mostrando que a economia entrou num período de estagnação. Neste período o setor primário (lavoura, pecuária e extração vegetal) cresceu 15,0%, compensando a queda observada nos setores secundários (indústria, construção civil, extração mineral e distribuição de energia, água e gás) e de serviços.

Mais uma vez a produção primária e o agronegócio puxam para cima o desempenho da economia brasileira.

Em 05 de setembro de 2017.

Eugenio Stefanelo.

Eugênio Stefanelo COLUNISTA Eugênio Stefanelo
SAIBA MAIS SOBRE O COLUNISTA
Apresentador do programa Negócios da Terra, professor da UFPR e doutor em economia agrícola.

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