08/11/2017 15h33 - Atualizado em 08/11/2017 15h33

Por que trocar o certo pelo talvez?

Nesta safra 2017/18, os americanos estão colhendo outra safra recorde de soja, a área plantada está aumentando no Brasil e se mantendo na Argentina e o retorno das chuvas possibilitou a recuperação do atraso no plantio.
Em contrapartida, a demanda mundial também está aumentando, o que confere sustentação aos preços do grão.
Os preços na Bolsa de Chicago estão variando entre U$ 9,5 a 10,4/bushel e os prêmios estão baixando, em função da previsão de maior disponibilidade do grão.
Se a taxa de câmbio no Brasil variar entre R$ 3,1 a R$ 3,2, o preço da saca de soja fica entre RS 70,0 a R$ 73,0 em Paranaguá. Em duas oportunidades, no início de julho e na primeira semana de novembro, os preços do dólar superaram os R$ 3,30 e a saca de soja atingiu R$ 78,0 em julho passado, R$ 74,0 a R$ 75,0 no início de novembro e R$ 77,0 para julho de 2018.
Os produtores brasileiros venderam antecipadamente em torno de 20% da safra 2017/18 e os paranaenses um volume menor. E o ideal seria a venda antecipada de um volume equivalente a cobertura do custo de produção, como ocorreu na safra passada.
Isto porque se a produção na América do Sul não experimentar quebra significativa ou se a taxa de câmbio não superar os R$ 3,4 é remota a possibilidade de aumento nos preços do grão. Nesta situação, trocar o certo pelo talvez pode não ser uma boa estratégia.

Em 07 de novembro de 2017.

Eugenio Stefanelo.

Eugênio Stefanelo COLUNISTA Eugênio Stefanelo
SAIBA MAIS SOBRE O COLUNISTA
Apresentador do programa Negócios da Terra, professor da UFPR e doutor em economia agrícola.

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